Fávaro lidera campo governista em disputa ao Senado dominada pela direita e pelo centro em MT

Candidato apoiado por Lula aparece praticamente isolado como representante do governo federal, enquanto Mauro Mendes e Janaína Riva lideram a corrida geral

Carlos Fávaro (PSD) aparece como o principal representante do campo político alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pelas duas vagas de Mato Grosso no Senado.

Embora não lidere a corrida geral, Fávaro ocupa uma posição praticamente isolada entre os candidatos identificados diretamente com o governo federal. Seus principais adversários estão ligados à direita, ao centro-direita ou a grupos regionais que fazem oposição ao Palácio do Planalto.

Na pesquisa Paraná Pesquisas, divulgada em 24 de agosto, Mauro Mendes (União Brasil) lidera com 52,3%, seguido por Janaína Riva (MDB), com 33,7%. José Medeiros (PL) aparece com 18,8%, Pedro Taques (PSB) tem 16,5% e Fávaro registra 14,6%.

O levantamento ouviu 1.504 eleitores de 56 municípios entre 21 e 23 de agosto. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais e o registro no TSE é MT-02157/2026. Considerando a margem, Fávaro está tecnicamente próximo de Taques e Medeiros. Confira a pesquisa completa.

Outros levantamentos confirmam o cenário. A Real Time Big Data colocou Fávaro com 13%, tecnicamente empatado com Medeiros, que tinha 12%, e Taques, com 11%. Já a MT Dados registrou o ex-ministro com 16% na soma do primeiro e do segundo votos.

Apesar de pertencer ao PSD, partido geralmente classificado como de centro, Fávaro tornou-se o nome mais identificado com Lula em Mato Grosso. Ele apoiou o petista em 2022 e comandou o Ministério da Agricultura entre 2023 e 2026.

A ressalva é Pedro Taques, candidato do PSB, legenda nacionalmente situada na centro-esquerda e integrante da base de Lula. Entretanto, Taques construiu sua trajetória estadual em alianças de centro e centro-direita e não ocupa, nesta eleição, o mesmo espaço político do lulismo.

Com dois votos disponíveis para o Senado, a estratégia de Fávaro passa por consolidar o eleitorado governista e buscar o segundo voto de eleitores que já escolheram um candidato conservador. O isolamento no campo alinhado a Lula pode, portanto, transformar-se em vantagem na reta final da disputa.