Polícia mira grupo de São Paulo suspeito de furtar apartamentos de luxo em Cuiabá
OPERAÇÃO POLICIAL
Investigação aponta que alvos estudavam a rotina dos moradores e avaliavam pontos sem câmeras; Justiça autorizou bloqueio de R$ 300 mil
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (2), uma operação contra um grupo de São Paulo suspeito de praticar furtos em apartamentos de alto padrão em Cuiabá.
Segundo a investigação, os integrantes viajavam de carro até a capital mato-grossense, selecionavam edifícios residenciais e levantavam informações sobre a rotina dos moradores. Também seriam analisadas as formas de acesso aos condomínios e a existência de áreas sem monitoramento por câmeras.
Ao todo, foram expedidas 20 ordens judiciais, incluindo um mandado de prisão preventiva e uma ordem de internação contra um adolescente. A operação recebeu apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais de São Paulo. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 300 mil em bens e contas dos investigados.
Suspeito teria se passado por morador
Um dos episódios investigados aconteceu em abril de 2025, em um condomínio localizado no bairro Duque de Caxias.
De acordo com a polícia, um suspeito entrou no prédio se passando por morador e permaneceu em uma área sem câmeras. Posteriormente, outro integrante teria procurado a vítima na portaria para confirmar que ela não estava no imóvel.
Após a confirmação, o apartamento teria sido arrombado pela cozinha. Foram levados dinheiro, joias, ouro, pérolas e pedras preciosas. O prejuízo foi estimado em aproximadamente R$ 300 mil.
Imagens de segurança e registros de pedágios ajudaram os investigadores a identificar o veículo supostamente utilizado na ação. O automóvel teria chegado a Mato Grosso no dia anterior e retornado para São Paulo poucas horas depois do furto.
Durante a operação, os policiais buscaram celulares, documentos, dinheiro, objetos furtados e informações que possam levar à identificação de outros possíveis integrantes.
Os nomes dos investigados não foram divulgados. As suspeitas ainda são apuradas, e os envolvidos têm direito à defesa e à presunção de inocência.






