Justiça nega pedido de Mauro Mendes para suspender redes sociais de Pedro Taques
Decisão mantém os perfis do ex-governador ativos durante a campanha; embate entre os candidatos ao Senado acumula ações na Justiça Eleitoral
A Justiça Eleitoral negou o pedido apresentado pela defesa do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) para que as redes sociais do também ex-governador Pedro Taques (PSB) fossem retiradas do ar até o encerramento das eleições de 2026.
Segundo informações divulgadas pelo Estadão Mato Grosso, a solicitação buscava suspender integralmente os perfis utilizados por Taques durante a campanha eleitoral. O pedido ocorreu em meio à sequência de publicações críticas feitas pelo candidato contra Mauro Mendes.
A Justiça, entretanto, não acolheu a medida mais ampla. Com isso, Pedro Taques poderá continuar utilizando suas redes sociais durante o período eleitoral, sem prejuízo da análise individual de conteúdos que eventualmente sejam questionados.
A decisão não significa uma autorização irrestrita para qualquer tipo de publicação. Postagens específicas ainda podem ser retiradas do ar caso a Justiça identifique propaganda irregular, divulgação de informação falsa, ofensa à honra ou impulsionamento pago de conteúdo negativo.
Embate foi parar diversas vezes no TRE-MT
Mauro Mendes e Pedro Taques, que disputam vagas ao Senado por Mato Grosso, protagonizam uma intensa batalha política e judicial.
Em uma decisão anterior, o TRE-MT manteve no ar uma publicação na qual Taques utilizava a frase “Quando Taques ganha, o crime perde” acompanhada por manchetes envolvendo diferentes episódios políticos. Na ocasião, o magistrado entendeu que a suposta associação de Mauro com atividades criminosas não estava expressamente formulada na peça e dependeria da interpretação da montagem.
Taques também já foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral ao pagamento de multa de R$ 15 mil por vídeos considerados propaganda eleitoral antecipada negativa. As gravações continham acusações de roubo e corrupção, além de referências à possibilidade de prisão de Mauro e de familiares.
Em outro processo, a Justiça suspendeu o impulsionamento pago de uma publicação crítica, mas permitiu que o conteúdo permanecesse disponível de maneira orgânica. A legislação eleitoral proíbe o pagamento para ampliar o alcance de propaganda negativa contra adversários.
A nova decisão mantém os perfis de Pedro Taques ativos, enquanto eventuais irregularidades deverão continuar sendo analisadas individualmente pela Justiça Eleitoral.






