Preços dos imóveis sobem acima da inflação; Cuiabá acumula valorização de 4,99%

Índice FipeZap avançou 0,53% em agosto e mostrou aumento dos preços em 46 das 56 cidades pesquisadas


Os preços anunciados dos imóveis residenciais continuaram avançando acima da inflação brasileira. O Índice FipeZap de Venda Residencial registrou alta de 0,53% em agosto de 2026, acelerando em relação ao crescimento de 0,46% observado em julho.

O levantamento, elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas em parceria com o Grupo OLX, acompanha anúncios de apartamentos prontos em 56 cidades brasileiras, incluindo 22 capitais.

Em agosto, 46 das 56 cidades monitoradas apresentaram aumento nos preços. Entre as capitais, 18 encerraram o mês em alta. Vitória liderou o avanço, com valorização de 1,31%, seguida por Brasília, com 1,28%, e Aracaju, com 1,07%.

Cuiabá registra nova valorização

Em Cuiabá, os preços anunciados dos imóveis residenciais avançaram 0,23% em agosto. No acumulado de 2026, a valorização chegou a 3,49%, enquanto o crescimento nos últimos 12 meses alcançou 4,99%.

O preço médio anunciado na capital mato-grossense foi calculado em R$ 7.044 por metro quadrado. Isso significa que um apartamento de 70 metros quadrados, pela média do índice, seria anunciado por aproximadamente R$ 493 mil.

O valor efetivamente negociado pode ser diferente, pois o FipeZap considera os preços publicados nos anúncios, e não os valores registrados nos contratos de compra e venda.

Imóveis superam a inflação

Entre janeiro e agosto, o Índice FipeZap acumulou alta de 3,44%. No mesmo intervalo, a inflação ao consumidor utilizada na comparação ficou em 3,02%.

Na janela de 12 meses, a valorização residencial chegou a 5,49%, também acima da inflação de 4,14%. Os imóveis de um dormitório apresentaram o maior avanço anual, de 7,33%.

Já o preço médio nacional dos imóveis residenciais anunciados alcançou R$ 9.954 por metro quadrado. Vitória apresentou o maior valor entre as capitais pesquisadas, com R$ 15.650 por metro quadrado.

Mercado resiste aos juros elevados

Os dados mostram que os preços anunciados dos imóveis continuam crescendo mesmo em um ambiente de juros elevados. Entre os fatores que podem ajudar a explicar esse comportamento estão a oferta limitada em determinadas regiões, os custos de construção, a procura por imóveis bem localizados e as características próprias de cada mercado.

Para quem pretende comprar, a valorização contínua pode reduzir gradualmente o espaço para negociação, especialmente em empreendimentos ou bairros com maior procura.

O financiamento permite ao comprador adquirir o imóvel pelo preço atual e pagar ao longo do tempo. Mas a decisão deve considerar o custo total da operação, a taxa efetiva, o valor da entrada, os seguros e a capacidade de pagamento da família.

A expectativa de novos cortes na Selic pode favorecer condições melhores de crédito no futuro, mas o repasse não é automático. As taxas dos financiamentos também dependem do custo de captação dos bancos, do risco do cliente, das garantias e da política comercial de cada instituição.