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Com formação em Química, MBA em Gestão de Negócios e mais de uma década à frente de uma empresa que ultrapassou R$ 3 milhões em faturamento nos últimos quatro anos, Val Lopez transforma a própria trajetória em uma nova frente de atuação voltada ao desenvolvimento de mulheres

Há uma diferença entre construir uma carreira e transformar uma carreira em uma plataforma de impacto. Val Lopez, conhecida como Hera Forzz, está entrando justamente nessa segunda fase.
Formada em Química pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com formação técnica na área e MBA em Gestão de Negócios, ela passou mais de uma década no comando de uma empresa de paisagismo e saúde ambiental, atendendo condomínios e grandes empresas em diferentes regiões de Mato Grosso.

Nos últimos quatro anos, o negócio ultrapassou R$ 3 milhões em faturamento e chegou a manter cerca de 50 funcionários. Os números ajudam a dimensionar a trajetória empresarial, mas não contam sozinhos a história de quem precisou construir autoridade em um mercado predominantemente masculino.

“Foi um desafio enorme, sendo mulher e mãe, tendo que provar o tempo todo que eu sabia o que estava falando”, afirma.

A experiência profissional acabou produzindo uma segunda camada de aprendizado. Enquanto administrava contratos, equipes, produtos químicos, clientes e decisões de negócio, Hera começou a observar um comportamento que, segundo ela, aparecia repetidamente na vida de mulheres: a culpa.
A culpa por trabalhar demais. Por trabalhar de menos. Por não estar presente o suficiente para os filhos. Por ganhar dinheiro.
Por querer crescer. Por escolher uma nova oportunidade.
Por ocupar espaços que, durante muito tempo, foram predominantemente masculinos.

Foi desse incômodo que nasceu o conceito que ela chama de “Teoria da Culpa de Hera Forzz”.
A culpa como barreira invisível
A proposta parte de uma pergunta simples, mas com implicações profundas: quantas decisões profissionais são realmente escolhas e quantas são tomadas para aliviar a culpa?

Para Hera, o sentimento pode interferir na autoestima, na tomada de decisões e na disposição para assumir riscos. A consequência, em alguns casos, pode ser a autossabotagem.

“Eu entendi que precisava ensinar mulheres a entender como elas poderiam parar de carregar a culpa”, diz.

A teoria não nasceu de um estudo acadêmico ou de uma fórmula empresarial. Nasceu da experiência. Da observação de anos de mercado, da maternidade, da liderança e das próprias decisões que precisou tomar ao longo da carreira.
É justamente essa experiência prática que sustenta a nova etapa de sua atuação.

De empresária a criadora de conteúdo e conceitos
Hera agora transforma os aprendizados acumulados no mundo corporativo em conteúdo e ferramentas voltados ao empreendedorismo feminino, desenvolvimento pessoal e negócios.

A proposta é falar sobre crescimento sem construir uma narrativa idealizada do empreendedorismo. No lugar da fórmula pronta, entram os bastidores: erros, inseguranças, decisões difíceis, pressão, dinheiro, liderança e os conflitos que acompanham quem decide construir o próprio caminho.

A experiência empresarial dá a ela uma perspectiva que vai além da teoria. Antes de falar sobre gestão, Hera esteve na gestão. Antes de discutir crescimento, enfrentou os riscos de crescer. Antes de falar sobre liderança, precisou liderar equipes e conquistar espaço em um ambiente no qual sua autoridade profissional, segundo ela, era frequentemente questionada.
Agora, pretende transformar essa experiência em uma nova frente de negócios e influência.

O próximo capítulo
A trajetória de Hera Forzz revela uma característica comum a empreendedores que conseguem transformar momentos de dificuldade em novas oportunidades: a capacidade de converter experiência em conhecimento.

Sua próxima aposta é justamente essa.
Levar para outras mulheres uma discussão sobre culpa, autossabotagem e crescimento não como uma promessa de eliminar dificuldades, mas como um convite para reconhecer os padrões que podem limitar decisões.

A tese é direta: mulheres não precisam escolher entre crescer e pertencer; entre prosperar e cuidar; entre ambição e família. Precisam, antes, compreender quais escolhas são realmente suas.

Da Química ao empreendedorismo, dos números à experiência humana, Val Lopez constrói agora uma nova marca pessoal Hera Forzz baseada na ideia de que conhecimento também pode nascer daquilo que foi vivido.

E, para ela, essa talvez seja a parte mais importante da próxima fase: transformar uma história de desafios em uma ferramenta para que outras mulheres escrevam a própria.