Mato Grosso pode ter segundo turno inédito para governador, apontam pesquisas

Veritá e Quaest mostram disputa sem candidato acima da maioria necessária para encerrar a eleição no primeiro turno; definição dependerá das urnas

Mato Grosso chega à reta final da campanha com a possibilidade de um acontecimento inédito: um segundo turno na eleição para governador. O estado, que historicamente resolve a disputa pelo Palácio Paiaguás na primeira votação, apresenta agora pesquisas com os principais concorrentes abaixo da maioria necessária para uma vitória imediata.

Na pesquisa Veritá divulgada nesta segunda-feira (28), Otaviano Pivetta (Republicanos) aparece com 44,1% dos votos válidos, seguido por Wellington Fagundes (PL), com 36,3%, e Natasha Slhessarenko (PSD), com 16,9%. Os demais candidatos somam 2,7%.

Se essa distribuição se repetisse nas urnas, Pivetta e Wellington disputariam a segunda etapa. A legislação exige mais de 50% dos votos válidos para eleger um governador no primeiro turno. Brancos e nulos ficam fora dessa conta.

Liderança não garante vitória no primeiro turno

A diferença entre os dois primeiros colocados ajuda a identificar quem lidera, mas não determina, sozinha, se a eleição terá uma segunda etapa. Para encerrar a disputa, o primeiro colocado precisa superar a votação de todos os adversários somados.

Nesse contexto, os votos destinados a Natasha e aos demais concorrentes ganham relevância. Mesmo sem ocupar as duas primeiras posições, essas candidaturas podem contribuir para que nenhum dos líderes alcance a maioria absoluta.

Quaest também mostra disputa aberta

Outro levantamento recente, divulgado pela Quaest em 25 de setembro, apresenta Pivetta com 29% das intenções de voto, Wellington com 27% e Natasha com 11%. Outros candidatos somam 5%; brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar representam 22%, enquanto 6% estão indecisos. Pivetta e Wellington estão tecnicamente empatados, considerando a margem de três pontos.

Esses percentuais são de intenções totais e não devem ser comparados diretamente ao recorte de votos válidos da Veritá. A distinção é fundamental: estar abaixo de 50% das intenções totais não significa, por si só, que um candidato enfrentará segundo turno.

Possibilidade histórica, resultado ainda indefinido

Os levantamentos sustentam a possibilidade de uma segunda votação, mas não permitem tratar esse desfecho como confirmado. A decisão dos indecisos, mudanças de preferência e o comparecimento do eleitorado ainda podem alterar a distribuição dos votos.

O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta dos votos válidos, os dois mais votados voltarão à disputa em 25 de outubro.


Ficha técnica

A Veritá entrevistou 1.220 eleitores entre 20 e 24 de setembro. Contratada pelo Sistema de Comunicação Pantanal Ltda./Rede Brasil de Televisão, informa confiança de 95% e margem geral de três pontos percentuais. Registros: MT-09975/2026 e BR-04418/2026. Essa margem não deve ser aplicada automaticamente ao recálculo dos votos válidos.

A Quaest ouviu 804 pessoas entre 21 e 24 de setembro, a pedido da Rádio e Televisão Matogrossense Ltda./TV Centro América. Confiança de 95%, margem de três pontos e registro MT-08098/2026.