Tudo pode acontecer: diretor da Quaest vê espaço para surpresas nas urnas

Felipe Nunes aponta decisões de última hora e eleitores independentes como fatores que podem movimentar a disputa presidencial.

A três dias do primeiro turno, a eleição presidencial ainda reserva espaço para surpresas. A avaliação é do cientista político Felipe Nunes, sócio-fundador da Quaest, em análise divulgada nas redes sociais e repercutida pelo Terra.
Segundo Nunes, “a eleição ainda não esquentou”. Ele destaca que 10% dos eleitores decidem o voto na última semana e outros 10% deixam a escolha para o próprio dia da votação.
Embora os grupos mais identificados com Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentem maior estabilidade, os independentes podem movimentar a reta final. Parte desse eleitorado, avalia o pesquisador, pode aderir ao voto útil para tentar impedir a vitória do candidato que mais rejeita.
Nunes também ressalta que os resultados nacionais escondem diferenças regionais, religiosas e de gênero. Nas grandes cidades do Sudeste, a disputa por eleitores que anteriormente votaram branco ou nulo merece atenção.
O cenário recomenda cautela com comemorações antecipadas: a possibilidade de mudanças permanece, mas não representa previsão de virada ou garantia de vitória para qualquer candidato.
Fonte: Terra, com análise de Felipe Nunes, da Quaest.