Novos tempos, novos rumos: Pivetta exonera 115 servidores comissionados e promove mudanças em 16 órgãos de Mato Grosso
Reestruturação administrativa atinge secretários adjuntos, superintendentes, diretores e assessores; Setasc, Seduc e Casa Civil concentram mais da metade das exonerações
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), iniciou uma nova etapa de reorganização da estrutura administrativa estadual com a exoneração de 115 ocupantes de cargos comissionados e funções de confiança, distribuídos por 16 órgãos do Poder Executivo.
As medidas foram publicadas no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (3 de novembro), edição nº 29.348. Os atos foram assinados em 29 de outubro e passaram a produzir efeitos em 1º de novembro.
A movimentação ocorre após a reeleição de Pivetta, ainda no primeiro turno das eleições de outubro, e sinaliza mudanças na composição da equipe que conduzirá o próximo mandato.
Entre os exonerados estão secretários adjuntos, superintendentes, diretores, coordenadores e assessores que ocupavam posições estratégicas na administração estadual.
Setasc lidera exonerações
A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) foi a mais atingida, com 34 exonerações, representando aproximadamente 29,6% do total.
Entre os nomes que deixaram seus cargos estão:
Edio Martins de Souza — secretário adjunto de Assuntos Comunitários.
Maria Fernanda Ferri Calabria Amaral — secretária adjunta de Políticas Públicas de Atenção à Família.
Marimax da Silva Almeida — secretário adjunto do Escritório Diretivo de Projetos Estratégicos.
Salete Morockoski — secretária adjunta de Políticas Públicas para as Mulheres.
André Felipe Carmo Vilarindo — superintendente de Aquisições e Contratos.
Juciane Marta de Aguiar — superintendente de Segurança Alimentar e Desenvolvimento Socioprodutivo.
Laura Rita Santos Silva — superintendente Financeira, Orçamentária e Contábil.
Paulo Rogerio Januario dos Santos — superintendente de Articulação e Promoção de Direitos Indígenas.
A dimensão das mudanças na Setasc chama atenção por alcançar diferentes áreas da pasta, incluindo políticas voltadas às mulheres, assistência às famílias, segurança alimentar e articulação comunitária.
Educação registra 21 exonerações
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) aparece na segunda posição, com 21 desligamentos.
Entre os nomes relacionados estão:
Aline de Andrade e Silva — diretora Metropolitana de Educação.
Joselaine Faria Gabriel — superintendente de Provimento e Movimentação.
Daiane Carvalho Viana — superintendente de Políticas em Regime de Colaboração.
Diogenes Alves Cabral Neto — chefe de Unidade I da Unidade Executiva e de Negócios da Secretaria Adjunta Executiva.
Alex Rufino da Silva — chefe de Unidade I da Unidade Executiva e de Negócio do Regime de Colaboração.
As exonerações alcançam setores relacionados à gestão de pessoal, educação metropolitana, planejamento e execução de políticas educacionais.
Casa Civil também passa por mudanças
Na Casa Civil, responsável pela articulação administrativa e política do governo, foram registradas 11 exonerações.
Entre elas estão:
Breno dos Reis Lira — assessor Especial I.
Jefferson Preza Moreno — chefe da Unidade de Gestão de Projetos.
Marcos Roberto da Costa Moura — assessor Especial II.
Valério Fernandes dos Santos Silva — assessor Especial II da Superintendência de Cargos Comissionados.
Vicente Frederico Gaiva — assessor Especial I da Superintendência de Cargos Comissionados.
A saída de ocupantes de funções ligadas à gestão e ao assessoramento indica que as alterações também alcançam a estrutura de apoio administrativo do Executivo.
Outras secretarias e autarquias atingidas
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) registrou nove exonerações, incluindo Carlos Alberto Barrosi, que ocupava a Superintendência de Normatização e Fomento, e os assessores especiais Edinaldo Gomes de Sousa e Gustavo Luiz Mesquita Correa da Costa.
Na Secretaria de Infraestrutura e Logística (Sinfra), seis ocupantes de cargos comissionados foram exonerados.
A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) e a Secretaria de Estado de Saúde (SES) tiveram cinco exonerações cada.
Também aparecem na relação o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), a Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), a Secretaria de Meio Ambiente (Sema), o Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), o Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), a Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf), o MT Saúde, a Junta Comercial (Jucemat) e a Controladoria-Geral do Estado (CGE).
Reforma administrativa e novo ciclo político
As exonerações ocorrem em meio às discussões sobre a reforma administrativa defendida pelo governador.
Pivetta já havia antecipado a intenção de rever a composição da equipe e promover ajustes na estrutura do governo, incluindo a redução de cargos e a reorganização de atividades administrativas.
A nova rodada alcançou 22 posições dos níveis DGA-2 e DGA-3, classificações que incluem funções de direção e assessoramento de maior hierarquia.
Entretanto, é importante destacar que a exoneração de um ocupante de cargo comissionado não representa, necessariamente, a extinção da função pública.
Os postos poderão ser preenchidos novamente, caso sejam mantidos na estrutura administrativa. Também não é possível concluir, apenas com base nas exonerações, que todos os desligamentos representam rompimentos políticos.
Mudanças devem continuar
A movimentação ocorre em um momento de redefinição da estrutura do Executivo estadual para o próximo mandato.
O alcance das exonerações, especialmente nas áreas de assistência social, educação e articulação governamental, demonstra a amplitude das alterações em andamento.







