Wanderley Cerqueira rebate acusações e faz críticas à gestão Flávia Moretti
Presidente da Câmara afirmou que não responde a processos, cobrou prestação de contas da Prefeitura e questionou gastos da administração municipal
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira, utilizou a tribuna durante a sessão desta terça-feira (26) para rebater críticas, negar qualquer envolvimento em irregularidades e fazer duras cobranças à gestão da prefeita Flávia Moretti. O conteúdo foi divulgado pelo site Noveen.
Durante o discurso, o parlamentar afirmou que não responde a processos judiciais e negou ser alvo de investigações. “Não sou investigado, não respondo processo e não tenho medo”, declarou. Wanderley também reforçou que não pretende negociar posicionamentos políticos e afirmou que sempre pautou sua atuação pela honestidade.
“Não sou corrupto. Tudo o que falei é verdade, de coração aberto”, disse.
O vereador comentou ainda sobre a polêmica envolvendo o suposto maço de dinheiro relacionado ao marido da prefeita e questionou a situação financeira da administração municipal. Segundo ele, a Prefeitura estaria sem certidões desde o ano passado, o que impediria o recebimento de recursos do Governo do Estado.
De acordo com o presidente da Câmara, a gestão municipal também estaria deixando de prestar contas de recursos públicos e acumulando débitos superiores a R$ 113 milhões referentes ao exercício anterior.
“A prefeita está devendo mais de R$ 113 milhões de débitos do ano anterior. Quem tinha que saber onde foram gastos os recursos é ela”, afirmou.
Wanderley Cerqueira também criticou o pedido de remanejamento orçamentário de 5%, que, segundo ele, ultrapassa R$ 100 milhões. O parlamentar destacou que a Câmara apenas aprovou o orçamento encaminhado pelo Executivo.
“Nós aprovamos o orçamento que veio do Executivo”, pontuou.
O presidente do Legislativo afirmou ainda que Várzea Grande estaria impedida de receber recursos estaduais devido à situação negativa do município perante os órgãos de controle.
“Várzea Grande não recebe recursos do Estado porque está negativa e não presta contas”, afirmou.
Durante a fala, o vereador comparou os gastos da Prefeitura com obras no Pronto-Socorro aos investimentos realizados na reforma da Câmara Municipal. Segundo ele, mais de R$ 4 milhões já teriam sido gastos apenas no teto do hospital, enquanto a reforma completa da sede do Legislativo teria custado cerca de R$ 3 milhões.
“Só para exemplificar, já gastou mais de R$ 4 milhões no teto do Pronto-Socorro. Em contrapartida, fiz a reforma completa da Câmara com cerca de R$ 3 milhões”, declarou.
Em outro trecho do discurso, Wanderley disparou críticas à condução da gestão municipal.
“Não respeita nem o Ministério Público, vai respeitar o cidadão?”, questionou.
O presidente da Câmara afirmou ainda que pretende conversar reservadamente com o governador de Mato Grosso para expor a situação enfrentada pelo município.
“Vou conversar primeiro sozinho com o governador para expor tudo o que está acontecendo”, disse.
Ao falar sobre sua trajetória pessoal, Wanderley destacou a origem humilde e afirmou ser filho de um taxista que criou 13 filhos, todos formados.
“Dou exemplo para os meus filhos”, afirmou.
Cobrança sobre obras e pagamentos
Durante a sessão, o presidente da Câmara também rebateu questionamentos sobre a obra da nova sede do Legislativo e afirmou que o projeto não utiliza recursos da Prefeitura.
Segundo ele, os investimentos são provenientes do Governo do Estado e existem mecanismos de fiscalização sobre a execução da obra.
“Até hoje não gastou R$ 3 milhões com recursos do Estado. A obra da Câmara não tem um real da Prefeitura”, declarou.
O parlamentar ainda cobrou pagamentos relacionados às obras do Pronto-Socorro.
“Temos que cobrar esses R$ 11 milhões e 700 mil que não foram pagos para a empresa que está fazendo o telhado do Pronto-Socorro”, afirmou.
Na sequência, Wanderley ressaltou que a reforma da Câmara possui fiscalização e acompanhamento técnico.
“Aqui tem fiscalização. Aqui tem medição. Aqui são 4.700 metros quadrados”, concluiu.








