Cobertura de incêndio em depósito da merenda escolar termina em tensão entre jornalistas e vereadores em Várzea Grande
Profissionais da imprensa relataram constrangimentos, intimidações e dificuldades para entrevistar parlamentares durante a apuração do incêndio em imóvel utilizado pela Prefeitura; caso foi divulgado pelo site Noveen.
VÁRZEA GRANDE – A cobertura do incêndio registrado na noite desta quarta-feira (17) em um imóvel utilizado pela Prefeitura de Várzea Grande para armazenamento de alimentos destinados à merenda escolar foi marcada por momentos de tensão envolvendo profissionais da imprensa e vereadores do município.
Durante a apuração dos fatos no local, jornalistas afirmaram ter enfrentado situações de constrangimento e intimidação ao tentar questionar parlamentares sobre o incêndio e também sobre pautas de interesse público em tramitação na Câmara Municipal.
Segundo informações divulgadas pelo site Noveen, um dos profissionais relatou ter sido abordado de forma hostil após dirigir uma pergunta ao presidente da Câmara Municipal, vereador Wanderley Cerqueira. O questionamento dizia respeito à possibilidade de votação de um projeto relacionado à destinação de recursos para a área da Educação.
De acordo com o jornalista, a intenção era obter esclarecimentos sobre a eventual votação de uma proposta que prevê recursos para auxiliar a Secretaria Municipal de Educação. No entanto, em vez de responder ao questionamento, o parlamentar e pessoas próximas teriam passado a questionar aspectos da vida profissional do comunicador.
“Fiz apenas uma pergunta sobre se o projeto dos R$ 14 milhões seria colocado em votação para ajudar a Secretaria Municipal de Educação. Em vez de responder, passaram a questionar minha vida profissional e o fato de eu ter dois vínculos de trabalho”, relatou o jornalista ao site.
O profissional também afirmou que o presidente da Câmara informou que falaria exclusivamente sobre o incêndio, recusando-se a responder perguntas relacionadas a outros temas da administração pública e do Legislativo municipal. O jornalista ainda alegou ter sido empurrado durante a tentativa de entrevista.
Outro episódio relatado envolveu o vereador Feitoza, que teria realizado gravações dos profissionais de imprensa presentes no local. A atitude foi interpretada por alguns jornalistas como uma tentativa de intimidação durante o exercício da atividade jornalística.
O incêndio atingiu um imóvel que funciona como ponto de apoio da Prefeitura de Várzea Grande e que era utilizado para o armazenamento de gêneros alimentícios destinados à merenda escolar da rede municipal de ensino. As causas do fogo ainda deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
A situação envolvendo os profissionais da comunicação chamou a atenção de jornalistas que acompanhavam a ocorrência. Eles defenderam o livre exercício da imprensa e destacaram que agentes públicos estão sujeitos a questionamentos sobre assuntos de interesse coletivo, especialmente em situações que envolvem patrimônio público, recursos da educação e possíveis impactos nos serviços prestados à população.
Até o fechamento desta reportagem, os vereadores citados não haviam se manifestado oficialmente sobre os relatos apresentados pelos profissionais de imprensa.
O espaço permanece aberto para manifestação dos parlamentares e da Câmara Municipal de Várzea Grande.






