Pivetta diz que receberá Estado com contas em dia e promete ampliar legado de Mauro Mendes
Durante evento político em Cuiabá, governador afirmou que, ao contrário de 2019, assumirá a gestão com equilíbrio fiscal e defendeu que próxima administração tem obrigação de entregar resultados ainda melhores.
O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou nesta terça-feira (28) que deverá assumir um Estado com as finanças equilibradas, em contraste com o cenário encontrado em 2019, quando integrou a gestão de Mauro Mendes (União) como vice-governador. Segundo ele, a condição fiscal atual permitirá ampliar investimentos e acelerar a entrega de políticas públicas.
A declaração foi feita durante o lançamento da pré-candidatura à reeleição do deputado estadual Paulo Araújo (Republicanos), realizado na sede do partido, a Casa 10, em Cuiabá. O evento reuniu lideranças como os ex-senadores Cidinho Santos (PP) e Mauro Carvalho (PRD), além de representantes da base governista.
Em seu discurso, Pivetta relembrou que o governo iniciado em 2019 precisou concentrar esforços na recuperação das contas públicas antes de avançar com novos investimentos. Agora, segundo ele, a realidade é diferente.
"Vou me apresentar para continuar escrevendo essa história com capítulos mais vibrantes e emocionantes do que Mauro Mendes escreveu. É obrigação do governante que vem fazer melhor do que aquele que passou. Ele deixou um Estado melhor. Quando ele assumiu, ficou dois anos patinando para acertar as contas. Eu estou assumindo com as contas em dia, então tenho obrigação de ser melhor e me proponho a ser."
O governador também afirmou que, diante da redução de recursos federais naquele período, a administração estadual adotou uma estratégia voltada ao fortalecimento dos municípios. Segundo ele, a política municipalista contribuiu para o crescimento econômico de Mato Grosso.
"Falei para o Mauro: vamos fazer um governo municipalista. É nas cidades que as pessoas vivem e o governo tem que ajudar a ficarem melhores para proporcionarem uma vida melhor ao povo. Nós iniciamos um ciclo de prosperidade. Isso só foi possível porque Mato Grosso tem um povo trabalhador, que paga impostos. Com esse dinheiro, transformamos Mato Grosso no estado mais próspero do Brasil."
Na mesma linha, Mauro Mendes afirmou que o Estado superou um período marcado por problemas administrativos e casos de corrupção, e defendeu a continuidade do modelo de gestão.
"Perdemos a eleição para um governador que confessou que o dinheiro do Estado foi roubado. Experimentamos o tempo da incompetência, mas graças a Deus isso ficou para trás e espero que jamais volte para a história."
Saúde e educação como vitrines
Durante o evento, Pivetta destacou a ampliação da rede hospitalar como um dos principais resultados da atual administração. Segundo ele, o governo pretende construir mais seis grandes hospitais com estrutura de alta complexidade.
"Vamos fazer mais seis grandes hospitais, construídos com método moderno e muito acima dos particulares. Não é pouca coisa. É tradicional em Mato Grosso que pessoas com dinheiro viajem a São Paulo para se tratarem. Nós trouxemos a saúde de São Paulo para Cuiabá, para que todo cidadão mato-grossense possa entrar em um hospital de alta qualidade."
A educação também foi apresentada como uma das prioridades da gestão. O governador afirmou que o Estado herdou escolas em condições precárias e que o governo está implantando um novo padrão de infraestrutura.
"Nas escolas, assumimos um cenário de terra arrasada. Nós transformamos nossas escolas e estamos neste processo fazendo o melhor sistema de infraestrutura escolar do Brasil. Mato Grosso, com mais meia dúzia de anos, terá a melhor infraestrutura de escola pública do país."
Ao encerrar o discurso, Pivetta comparou o desempenho econômico de Mato Grosso ao de grandes economias mundiais e afirmou que o crescimento registrado nos últimos anos é resultado das ações adotadas pelo governo estadual.
"Nos últimos sete anos e meio, Mato Grosso cresceu uma média de 8% ao ano, com crescimento real de 54%. A China não cresceu isso. Nenhum lugar fez isso. O Governo do Estado soube fazer sua parte."






