Notebook furtado e ameaça com foto de arma aparecem em relato sobre CPI do transporte em VG

Caio Cordeiro disse que computador guardava documentos de fiscalização; depoente ressaltou não ter provas para atribuir os episódios aos políticos citados.

O furto de um notebook e ameaças acompanhadas da imagem de uma arma de fogo estão entre os episódios relatados pelo vereador Caio Cordeiro ao Gaeco no contexto de sua atuação pela abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o transporte coletivo de Várzea Grande.

Segundo o depoimento reproduzido na decisão judicial, o computador estava em uma mochila que foi furtada. O equipamento e os demais materiais levados reuniriam documentos relacionados às fiscalizações promovidas pelo parlamentar.

Caio afirmou que estavam entre os documentos cópias de assinaturas destinadas à instauração da CPI, contratos, informações sobre o transporte coletivo e uma gravação em que Wanderley Cerqueira supostamente lhe oferecia dinheiro.

Posteriormente, de acordo com sua versão, uma pessoa não identificada entrou em contato demonstrando conhecimento sobre o notebook. O interlocutor teria exigido a retirada do boletim de ocorrência e enviado ameaças acompanhadas da fotografia de uma arma.

O próprio vereador ressalvou não possuir elementos concretos para atribuir o furto ou as ameaças aos agentes políticos mencionados em seu depoimento. A eventual conexão desses episódios com sua atividade fiscalizatória permanece sob apuração.

O relato também descreve dificuldades para fazer avançar iniciativas relacionadas à União Transportes e Turismo Ltda. Caio afirmou que propostas sobre a empresa encontravam obstáculos e mencionou conversas nas quais teria sido sugerida a retirada da CPI mediante vantagem financeira.

Os documentos apresentam, ainda, o contexto da mudança de posição política do parlamentar. Segundo a análise reproduzida na decisão, Caio havia sido aliado de Wanderley e participado de tratativas envolvendo uma parceria institucional e comercial com a TV Cidade Verde. O relatório situa seu rompimento com o grupo após o insucesso dessas negociações.

Esse histórico faz parte do material investigativo e deve ser examinado juntamente com as declarações, mensagens e demais registros.

A apuração busca esclarecer se houve interferência indevida na fiscalização do transporte público. As alegações não comprovam, isoladamente, a participação da concessionária ou de agentes políticos nos episódios de furto e ameaça.